05/07/2026
No tempo do Profeta Zacarias, por volta de 300 a.C., o povo sofre subjugado, manipulado, impedido de escolher livremente o seu destino e de construir o seu futuro. O profeta, então, anuncia a chegada de um rei “justo e salvador”, que vem ao encontro de todos para os libertar e para lhes oferecer a paz, que é harmonia, bem-estar, felicidade. É consolador saber que o Deus que atuou assim no passado é o mesmo Deus que atua hoje e atuará da mesma forma sempre.
Paulo fala da vida segundo o Espírito e da vida segundo a carne. Quem acredita em Jesus, quem vive como ele e aceita acolher os seus ensinamentos, vive segundo o Espírito. A vida “segundo a carne” é a vida de quem se embriaga de egoísmo, de orgulho, quem se fecha em si mesmo, na autossuficiência, excluindo Deus de sua vida. Se nos esforçarmos por viver como Jesus, ocupando-nos em fazer o bem aos que estão ao nosso redor, receberemos a mesma vida nova e definitiva que o Espírito deu a Jesus na Ressurreição. Você quer mais que isso?
“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”: aprender do coração que pulsa em Jesus. Aprendemos de Cristo o seu modo de amar. O mestre é o coração. A paz a gente aprende, a plenitude da vida se aprende, aprende-se a viver aprendendo a conhecer o coração de Deus. E a escola é a vida de Jesus, que nada e ninguém jamais conseguiu comprar ou dobrar. É como se Jesus dissesse: ‘‘Aprendei do meu modo de amar sem arrogância e sem violência’’. O amor manso e humilde é próprio de uma criatura em paz, a única em condições de construir o Reino de Deus.
Ter um “coração discípulo”, que deseja aprender. O discipulado do coração é para todos: crianças e anciãos, mulheres e homens, sacerdotes e religiosos; é para nós, que nos sentimos ou que nos julgamos inteligentes, e que corremos o risco de ficar analfabetos de coração.