A padroeira

 

No Porto dos Casais, primeiro aglomerado habitacional na margem do Rio Gualba, fundado por casais açorianos que chegaram em torno de 1752, foi construída uma pequena capela, junto ao rio, coberta de palha, dedicada a São Francisco das Chagas, uma devoção muito difundida na ilha Terceira dos Açores.

Em 26 de março de 1772, por portaria de Dom Antônio do Desterro, bispo do Rio de Janeiro, o Porto dos Casais foi levado à categoria de Freguesia (na época, a palavra Freguesia, tinha também o significado tanto de Paróquia como de Município), sendo nomeado o primeiro pároco não concursado na pessoa do Pe. José Gomes de Farias. José Marcelino Figueiredo, governador indicado para o continente de São Pedro, ao chegar passou a fazer uma série de trocas importantes: trocou a capital de Viamão para o Porto dos Casais; trocou o nome da cidade de Porto dos Casais para Porto Alegre; trocou o local da matriz da margem do rio para o alto da colina (onde se encontra hoje a atual Catedral Metropolitana); e gos 18 de janeiro de 1773, trocou o nome do padroeiro São Francisco das Chagas para Nossa Senhora Madre de Deus, permanecendo até hoje a padroeira da Arquidiocese.


Esta última troca, feita pelo governador José Marcelino, foi motivada pela grande devoçãola Nossa Senhora Mãe de Deus, típica de Portugal, introduzida aí por iniciativa de Dom José I, que, em Roma, registrou o pedido ao Papa Bento XIV, para que se introduzisse uma festa em honra à Mãe de Deus em terras portuguesas. O governador, sabedor desta história, ao decretar como padroeira da capital Nossa Senhora Mãe de Deus, estava também homenageando a princesa Maria, filha de Dom José I. Foi ela que assumiu o trono português, na morte do pai, com o nome de Dona Maria I, tornando-se a mãe de Dom João VI que veio ao Brasil, em 1808.
 

 

 

Oração à Santa Mãe de Deus

À vossa proteção recorremos Mãe de Deus.
Vosso olhar misericordioso a nós volvei.
Em vós confiamos e esperamos;
sois conforto na tribulação, força no combate ao
maligno e guia na estrada do bem.
Com a luz de Cristo, vosso Filho e
nosso Senhor, iluminai a Igreja nos
caminhos do Evangelho.

Dai-nos olhos para ver as
necessidades dos nossos irmãos e
irmãs, ensinai-nos a cuidar dos
desamparados e de todos os que sofrem.

Tornai-nos testemunhas da verdade
e da liberdade, da justiça e da paz.

Aumentai nossa fé, alimentai nossa
esperança e fortalecei nossa caridade.
Inspirai as vocações ao sacerdócio, à
vida consagrada e aos ministérios
leigos. Enfim, livrai-nos dos males e
perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.
Levai a Jesus nossa prece, Ele que de
vós nasceu, mostrai que sois nossa
Mãe, a mãe que Ele nos deu.

Ó clemente, ó piedosa, ó doce
sempre Virgem Maria. (Pedir a graça)

 



Oração – por Dom Jaime Cardeal Spengler

 



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