28/06/2026
Os cristãos de todas as épocas são frequentemente incompreendidos e perseguidos por causa da sua fidelidade a Jesus e ao Evangelho. A 1ª leitura conta como Pedro foi libertado da prisão. A Igreja está em oração incessante e é atendida. Deus se revela solícito para com os discípulos que testemunham no mundo a Boa-Nova da salvação. Garante-lhes que não estão sozinhos diante da hostilidade do mundo.
Na 2ª leitura temos o assim chamado “Testamento do Apóstolo”: Paulo faz recomendações a Timóteo para que seja corajoso e fiel ao ministério (4,1-3) e manifesta os sentimentos que animam o Apóstolo diante da morte (vv. 6-8). Para Paulo, a hóstia que ele oferece a Deus são os fiéis conquistados para Cristo (Fl 17; Rm 12,1). Paulo tem a convicção de se ter doado totalmente (v. 7-8).
O Evangelho (Mt 16,13-19) pode fazer-nos imaginar sendo apanhados de surpresa por alguém nos perguntando: “Quem tu dizes que é Jesus?” Que resposta daríamos? Talvez nada diferente do que já foi dito. É cômodo conformar-nos à voz de uma maioria que de certa maneira nos inocenta, nos conforta, nos poupa, evitando o risco de dizer uma palavra mais corajosa a respeito de Jesus. Porém, cada um de nós, no seu coração, é chamado a dar uma resposta original, a dizer de Jesus o que ainda não está dito e proclamar Jesus de uma maneira que abale a nossa própria existência.
Pedro diz “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”; e Paulo dirá o mesmo, assumindo e dando testemunho com todas as consequências. Pedro diz isso no caminho da Galileia, enquanto Paulo grita nos areópagos do mundo.
Perguntemo-nos: Quem é Jesus para mim? A resposta deve aparecer sobretudo nas atitudes, nos relacionamentos, na oração, na vida comunitária e no modo como cuidamos dos necessitados.