21/10/2025
O Dia da Aliança, celebrado em 18 de outubro, foi marcado por um clima de alegria, fé e intensa atividade junto ao Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae, em Porto Alegre. A Família de Schoenstatt reuniu-se para comemorar esta data tão significativa — o marco inicial da história do Movimento Apostólico de Schoenstatt, recordando o 18 de outubro de 1914, quando o Pe. José Kentenich e um grupo de jovens congregados selaram, pela primeira vez, a Aliança de Amor com Maria na pequena Capelinha do Vale de Schoenstatt, na Alemanha.
A Família de Schoenstatt renovou com fé o compromisso dessa Aliança, celebrando os 111 anos da Fundação do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
A programação do dia contou com duas Santas Missas e o acolhimento de numerosos peregrinos ao longo do dia.
Às 16h, a celebração da Santa Missa foi presidida pelo Pe. Adilson Corrêa da Fonseca, com a participação das crianças e jovens dos Pioneiros de Schoenstatt e da Juventude Masculina de Schoenstatt (JUMAS), que atuaram como acólitos, coroinhas e mestre de cerimônias. Peregrinos vindos de diversas comunidades de Porto Alegre e da Região Metropolitana lotaram o salão da Casa Tabor. A animação dos cantos litúrgicos ficou a cargo da Ir. M. Eliane Cunha, Paulo Stokler e Adriano Cunha.
Em sua homilia, Pe. Adilson destacou a Aliança que Deus faz conosco e o quanto Ele conta com cada um de nós como seus instrumentos. Da mesma forma, lembrou que Nossa Senhora precisa de nossa colaboração no Capital de Graças, para que possa, a partir do Santuário, distribuir bênçãos e graças àqueles que mais necessitam.
A Santa Missa das 20h foi presidida pelo Pe. Davi Dietrich, auxiliado pelo seminarista Lucas Dartora, com animação musical litúrgica da Ir. Eliane Cunha e de Giovane Pase do Prado. A Liturgia esteve sob a responsabilidade da União de Famílias de Schoenstatt.
Em sua homilia, Pe. Davi refletiu sobre a Liturgia da Palavra, fazendo um paralelo com o Movimento Apostólico de Schoenstatt, à luz da pedagogia do Pe. José Kentenich, sob o tema: “Perseverar na fé e na oração: o segredo da vitória cristã.”
Destacou que as leituras deste domingo convidam à perseverança na fé e à força da oração comunitária. A figura de Moisés, com os braços erguidos em intercessão, simboliza Cristo na cruz e a Igreja que reza sem cessar — imagem também da Família de Schoenstatt, que, unida a Maria, sustenta o povo de Deus pela oração e pela confiança.
O Salmo recorda: “Do Senhor é que me vem o meu socorro”, expressão da confiança que Maria deseja gravar em nossos corações por meio da Aliança de Amor.
Na segunda leitura, São Paulo exorta Timóteo à fidelidade à Palavra e à missão — virtudes vividas intensamente pelo Pe. Kentenich, que perseverou mesmo nas provações, testemunhando a força da fé prática na Divina Providência.
No Evangelho, a parábola da viúva insistente ensina que a oração perseverante move o coração de Deus e transforma quem reza. Celebrar os 111 anos da Aliança de Amor é reafirmar essa fé confiante e missionária: rezar sem desanimar, permanecer fiéis à Palavra e confiar como Maria, certos de que a graça sustenta cada passo da caminhada.
Em ambas as celebrações, durante a procissão de entrada, foram levados até a imagem da Mãe e Rainha os símbolos que representam a missão de Schoenstatt: uma réplica do Santuário, como sinal do lugar da Aliança; duas alianças entrelaçadas; o Livro da Aliança e a ânfora do Capital de Graças, expressando o lema “Nada sem Vós, nada sem nós!”.
O dia encerrou-se com a procissão do salão até o Santuário para a renovação da Aliança de Amor e a bênção dos objetos de devoção, culminando com a bênção final e a queima dos bilhetinhos do Capital de Graças — gesto simbólico de entrega e confiança filial à Mãe e Rainha.
Texto e fotos: Márcia Kazumi / Pascom congregação de Schoenstatt