Crisma Inclusiva emociona comunidade da Paróquia São Francisco de Assis

10/11/2025

Crisma Inclusiva emociona comunidade da Paróquia São Francisco de Assis

O domingo foi especial para a comunidade da Paróquia São Francisco de Assis, que se reuniu para celebrar a Crisma dos jovens catequizandos, em uma missa presidida por Dom Darley Kummer. A celebração teve um significado ainda mais profundo neste ano: entre os crismandos estavam também participantes da Catequese Inclusiva, um projeto que nasceu do desejo de acolher e integrar pessoas com diferentes necessidades, reafirmando que a Igreja é, de fato, casa para todos.

 

“Foi a nossa primeira experiência com a catequese inclusiva, um desafio que abraçamos com alegria”, contou o pároco Frei Orestes Serra. Segundo ele, o projeto despertou grande interesse da comunidade. “Já temos várias mães nos procurando para dar continuidade a esse trabalho importante da inclusão. É uma alegria muito grande ver que deu certo, especialmente neste Ano do Jubileu da Esperança, em que somos chamados a acolher nossos irmãos e irmãs que enfrentam dificuldades, mas trazem uma fé e uma alegria contagiantes”, completou.

 

Gesto de dignidade e amor cristão

Dom Darley destacou a importância da iniciativa como um gesto de dignidade e amor cristão. “Todos têm voz e vez, cada um do seu jeito. Quando visitamos essa turma, vimos a dedicação e o carinho dos catequistas, que se tornaram verdadeiros pais e mães espirituais. O amor faz a diferença. É ele que leva a mensagem de Deus ao coração”, afirmou o bispo, emocionado.

 

Entre as famílias, o sentimento era de gratidão. Nara Pinheiro, mãe de Matheus, um jovem autista, celebrou a oportunidade que encontrou na paróquia. “Meu filho é autista, e essa iniciativa foi maravilhosa. Eles fizeram a Primeira Comunhão há duas semanas e agora estão se crismando. É muito importante mostrar que eles também podem e devem estar na Igreja, participando, sendo vistos e amados”, contou.

 

Nara, que também é presidente da AFAPA (Associação de Familiares e Amigos de Pessoas Autistas de Porto Alegre), destacou que está ajudando a divulgar esta iniciativa e muitas famílias já demonstraram interesse em participar no próximo ano. “É um movimento bonito de fé e inclusão. As famílias se sentem acolhidas e querem que seus filhos façam parte disso também.”

 

O início

A história da catequese inclusiva na paróquia começou com o pedido de uma mãe. Rosália Randazzo, mãe de Lucas, foi quem levou a ideia ao frei Orestes. “Procurei por muito tempo um lugar que aceitasse o meu filho para fazer a Primeira Comunhão e a Crisma. O Lucas tem 40 anos e, até agora, não tínhamos encontrado uma paróquia que nos acolhesse. Quando conversei com o padre, ele me disse: ‘Com um grupo de oito alunos, nós conseguimos’. E conseguimos. Hoje, estamos vivendo o momento da Crisma, o último sacramento, com o coração cheio de emoção”, contou.

 

Entre fé e emoção, a celebração se transformou em um testemunho vivo de amor, fé e inclusão. A cada olhar, abraço e gesto dos jovens, a comunidade via refletido o verdadeiro sentido do Evangelho: o amor que acolhe, respeita e faz sentir parte.

 

 

 

Assista a reportagem no link abaixo

 



Autor:
Greice Pozzatto

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