31/10/2025
Inspirado no jogo de palavras entre o nome do filósofo René Descartes e o “descarte” que marca tantas atitudes do mundo contemporâneo, Dom Juarez Destro, bispo auxiliar de Porto Alegre, convida a uma reflexão sobre o valor da vida e a necessidade de recuperar a sensibilidade diante do sofrimento humano. A partir das palavras do papa Francisco e de fatos recentes ocorridos no Rio de Janeiro, o texto entrelaça razão e fé, pensamento e compaixão, para apontar caminhos de fraternidade capazes de vencer a indiferença e restaurar o sentido do amor cristão.
No artigo Descartes, Dom Juarez recorda as palavras do Papa Francisco na autobiografia Esperança: “Ver avós chorarem sem que isso seja intolerável só pode ser sinal de um mundo sem coração.” Para o bispo, essa reflexão ecoa diante das imagens de dor e desamparo vindas da “Operação Contenção”, que resultou em dezenas de mortes nos Complexos da Penha e do Alemão. Ele afirma que a compaixão diante do sofrimento alheio é o primeiro passo para transformar a realidade e superar a “cultura do descarte”, tantas vezes denunciada pelo pontífice.
O texto também convida à contemplação espiritual neste tempo de Todos os Santos e Finados, lembrando que a santidade é o encontro entre a fragilidade humana e a força da graça, como ensina a exortação Gaudete et Exsultate. Dom Juarez conclui que “a cultura do descarte só pode ser superada pela educação à fraternidade e à solidariedade concreta”, e faz um apelo: “Que não fiquemos indiferentes aos tantos descartes que fazemos em nosso dia a dia. É uma cultura que, de modo urgente, deve mudar.”
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