15/09/2025
Desde o segundo semestre deste ano, a Paróquia São Francisco, em Porto Alegre, iniciou o projeto de Catequese Inclusiva, que já reúne nove participantes com diferentes condições, entre elas o espectro autista e a síndrome de Down. A iniciativa nasceu a partir da demanda das famílias e tem como objetivo criar um espaço de acolhida e participação plena na vida da Igreja.
Segundo o pároco, Frei Orestes Guerra, a proposta surgiu da mobilização dos pais que frequentam a Paróquia. “A catequese inclusiva na Paróquia São Francisco iniciou a partir da demanda dos pais de jovens que participam de uma atividade artística de inclusão social no CTG e gostariam de ter esta opção, também. Hoje nós temos nove catequizandos e está sendo muito positivo”, destacou.
O grupo conta com o acompanhamento de três catequistas e dois animadores, que desenvolvem atividades a partir da música, da oração e de trabalhos manuais. “Eles também fazem trabalhos manuais, como se estivessem montando um presépio. Está sendo um momento muito feliz, porque estamos tendo uma boa resposta da parte deles”, disse Frei Orestes.
Segundo o Frei, a experiência já começa a inspirar novos passos, inclusive “esse início que nós estamos começando já chamou a atenção. Para o ano que vem, uma mãe da Associação dos Autistas nos procurou para pensarmos em um grupo maior, voltado especificamente para crianças autistas”, contou.
Para o pároco, a Catequese Inclusiva representa a continuidade do espírito franciscano de acolhida. “Para nós, da Paróquia São Francisco, isso representa muita coisa, porque São Francisco é o centro da inclusão. Ele abraçou, na sua época, os mais pobres, os leprosos, os animais, aqueles que as pessoas tinham certa reserva na sociedade, mostrando que todos são filhos e filhas de Deus. E é isso que nós queremos também hoje: mostrar que para Deus não existe exclusão”, afirmou.
Além do aprendizado, os encontros também têm gerado frutos de participação ativa na comunidade, “uma das meninas do grupo, que tem síndrome de Down, já está ajudando a cantar na equipe de liturgia na missa”, conta o Frei com alegria. “Queremos abrir espaços para que todos possam participar e se sentir amados por Deus”, concluiu Frei Orestes.