12/06/2025
Durante audiência pública, Pastoral do Povo da Rua cobra efetivação de políticas públicas e critica retirada de pertences essenciais
A queda nas temperaturas e a as dificuldades com o clima provocaram a morte de quatro pessoas em situação de rua nas duas primeiras semanas de junho, em Porto Alegre. Os óbitos estão diretamente ligados à falta de uma ação consistente de acolhimento e atendimento. A posição é do Coordenador da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Porto Alegre, jornalista Elton Bozzetto. “As mortes são consequência da negligência, da fata de atendimento e não termos uma política pública consequente em nossa cidade”.
A posição foi externada durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores realizada no dia 10 de junho. Na presença de quatro secretários municipais e do comandante da Guarda Municipal, Bozzetto cobrou o cumprimento da ADFP 976 do Supremo Tribunal Federal e da efetivação da Política Nacional para a População de Rua. “Apelo para que não sejam retirados os pertences básicos que garantem a mínima proteção às pessoas em situação de rua. Roupas, mochilas, cobertores, colchões são itens básicos em suas vidas. É inaceitável que quem deveria proteger está subtraindo a mínima condição de vida dessas pessoas”.
O coordenador da pastoral também reivindicou a qualificação dos serviços combinados de abordagem, acolhimento e proteção emergencial neste período de inverno. Porém a superação da condição de rua exige uma ação intersetorial. “A superação dessa situação não é apenas uma questão de assistência social. Exige uma atuação combinada de saúde, assistência social, educação, habitação, preparação para o trabalho e atendimento psíquico-emocional”. Bozzetto cobrou a construção conjunta entre governo e sociedade de um Plano Municipal para a Pop Rua que efetive uma política pública consistente.