15/09/2025
Ainda cedo, as ruas em frente à Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Canoas, foram tomadas por romeiros de todas as idades. Vindos de diferentes paróquias do Vicariato de Canoas, eles se reuniram para dar início a uma caminhada marcada pela oração, pela reflexão e pelo compromisso com a vida em comunidade. Mais do que um momento de festa, o Jubileu representou a renovação da fé e a alegria de seguir juntos como Igreja.
Os temas da ecologia integral, do sínodo e do Ano Santo foram o fio condutor da peregrinação. Cada parada convidava os fiéis a refletirem sobre aspectos fundamentais da vivência cristã no mundo de hoje. A expectativa, desde o início, já era grande. “Está muito bom para nós caminhar, para a gente ter a nossa fé, caminhar com a fé, porque o mais importante é a gente caminhar com fé”, afirmou Valdereza Maria da Silva, da Paróquia Imaculada Conceição, do bairro Rio Branco.
A juventude também marcou presença. Gabriela da Silva, do Movimento de Emaús, resumiu o sentimento dos mais jovens: “Eu espero que tenha muita oração, muita alegria, né, mais a parte da animação, e que a gente possa caminhar com alegria e esperança também”.
Um povo reunido em comunhão
Entre os padres presentes, a sensação era de gratidão pela unidade do vicariato. O pároco recém empossado da Paróquia Santo Antônio, em Canoas, Pe. Luiz Maria Barros Coelho Neto, destacou a dimensão comunitária do momento. Segundo ele, “Deus nos presenteou com este dia tão bonito para fazermos essa celebração da unidade do vicariato. É uma bênção poder ver a imensidão das paróquias, a grandiosidade do nosso povo de Deus, que se reúne com alegria para celebrar este ano santo, o ano da esperança. Somos peregrinos de esperança”.
Na primeira parada, a reflexão girou em torno da ecologia integral, inspirada pela encíclica Laudato Si, do Papa Francisco. Frei Juan Miguel lembrou a urgência do cuidado com a criação, especialmente após a enchente que atingiu a região. “A ecologia integral é muito interessante, especialmente neste ano que nós estamos vivendo como igreja. Aqui na paróquia nós temos pequenos gestos para salvar o mundo: recolhemos cartelas de medicamentos, tampinhas de refrigerantes, lacres de latinhas. São pequenos gestos de solidariedade que ajudam também a cuidar do meio ambiente”.
Sinodalidade: caminhar juntos
No segundo momento, os peregrinos refletiram sobre o sínodo, um convite a escutar, dialogar e viver a fé de forma participativa. Pe. César Leandro Padilha, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, definiu o sentido desse caminhar conjunto como sento um “exercício prático de sinodalidade. Caminhar juntos é viver a fé no dia a dia, cada um na sua vocação, assumindo as dores, alegrias e esperanças de todos os nossos irmãos e irmãs”.
Os leigos também testemunharam esse chamado. A romeira Juliana Celli destacou que “Nada mais é do que hoje escutar a voz de Deus, ser guiada pela mão de Deus, com o povo e para o povo. É uma igreja que acolhe, que escuta e que sai ao encontro de quem necessita”.
Até as crianças tiveram voz. Luísa Fraga, Júlia Costa e Mariana Sandim contaram como vivem a sinodalidade participando de movimentos como a Crisma, CLJ, Coroinhas, Onda, Cenáculo e Girassol.
Ano Santo: olhar com esperança
A última parada, no Colégio Maria Auxiliadora, foi dedicada ao Ano Santo. O clima de música e alegria deu lugar à celebração da Santa Missa, presidida por Dom Juarez Destro. “Pudemos neste dia rezar juntos pela criação, cujas comemorações começaram no Dia Mundial de Oração pela Criação, em 1º de setembro, e seguem até 4 de outubro”, lembrou o bispo.
Para o Pe. Rodrigo Rubin, o jubileu foi um marco de esperança para o Vicariato. “Foi a celebração da unidade e da comunhão. Júbilo é festa, e foi a festa do nosso vicariato”.
Uma Igreja viva
O jubileu deixou marcas profundas, sobretudo entre os jovens que ajudaram na organização. Giovana Henning resumiu o sentimento, destacando que o Jubileu foi para ela “um sinal de esperança, de entender que é uma igreja viva, que mobiliza a cidade inteira em torno desses eventos”.
Já Luiza Rassweiler destacou o caráter transformador do momento, que ela considera “muito mais do que a gente esperava. Ele nos lembra que a Igreja vive, que nós somos peregrinos de esperança e que seguiremos com a esperança que só Jesus Cristo coloca no coração”.
Por: Greice Pozzatto – Jornalista da Arquidiocese de Porto Alegre (Ascom/Pascom)
Júlia dos Santos / Pascom da Paróquia N. Senhora das Graças - Canoas
Cláudia Fraga / Pascom da Paróquia N. Senhora das Graças - Canoas.
Fotos: Júlia dos Santos e Cláudia Fraga / Pascom da Paróquia N. Senhora das Graças - Canoas