30/09/2025
Na Sala de Imprensa da Santa Sé, foi apresentada a conferência internacional que amanhã será precedida, no Borgo Laudato si’, em Castel Gandolfo, pelo evento dedicado ao Cop30 Global Ethical Stocktake, com a presença de 35 líderes religiosos e do Papa Leão XIV.
L’Osservatore Romano
“Ao final desta semana lançaremos um plano de intenções – o Laudato si’ 10 – convidando os presentes à Conferência, e todos os que desejarem unir-se a nós, a definir claramente seus próprios objetivos e a contribuir para a realização da visão e da missão da Laudato si’. Esse compromisso coletivo será apresentado na próxima Cop30 como Laudato si’ Peoples Determined Commitment – um plano coletivo que pode se somar aos planos oficiais determinados em nível local pelos diversos países e contribuir para o Global Ethical Stocktake, o balanço das medidas de vários tipos assumidas em nível global para a implementação do Acordo de Paris sobre o clima.”
Assim explicou Lorna Gold, diretora executiva do Movimento Laudato si’, nesta manhã, na Sala de Imprensa da Santa Sé, sobre o objetivo final da conferência Raising Hope on Climate Change, que será precedida amanhã, no Borgo Laudato si’ de Castel Gandolfo, pelo evento – com a presença do Papa Leão XIV – dedicado ao Cop30 Global Ethical Stocktake, do qual participarão 35 líderes religiosos.
Cardeal Jaime Spengler
“Vivemos tempos marcados pelo perigo – disse o cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, durante a coletiva de imprensa – vivemos o perigo da ruptura, do não-retorno. Contudo, como ensina a poesia, onde há perigo, nasce o Salvador. Precisamos recuperar a capacidade de venerar e escutar a terra. A crise ecológica é também, como diz Leão XIV, uma crise de confiança. Devemos, devemos, devemos alimentar a esperança. As demandas que vêm da base nos recordam a primazia da dignidade do ser humano, nos dizem que a ética deve prevalecer sobre os interesses imediatos. Esperamos que, na COP30, sejam tomadas decisões de estadistas. Mais um pouco, e não seremos mais capazes de voltar atrás.”
Irmã Alessandra Smerilli, secretária do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral
“O décimo aniversário da Laudato si’ – disse a irmã Alessandra Smerilli – não é uma meta, mas um novo começo. Nos chama a um renovado compromisso, porque sabemos que os desafios ainda são enormes: as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, as desigualdades sociais, as migrações forçadas, os conflitos que têm cada vez mais também raízes ambientais. E, no entanto, como recordava o Papa Francisco, não podemos deixar que nos roubem a esperança. O futuro do planeta, de fato, não é uma questão que diz respeito apenas aos governos: diz respeito a cada um de nós, às nossas famílias, às nossas comunidades, à forma como produzimos, consumimos, nos relacionamos com os outros e com a criação.”
Schwarzenegger: a Igreja pode fazer muito pelo meio ambiente
“Podemos alcançar o objetivo, ‘acabar’ com a poluição, somente trabalhando todos juntos. A Igreja Católica fez coisas extraordinárias e, com seus 1 bilhão e 400 milhões de fiéis, que podem se tornar ‘cruzados do meio ambiente’, tem uma força excepcional. Não coloquemos a desculpa em nossos governantes. Na Califórnia, reuni republicanos e democratas. Diziam que eu era louco. Diziam que eu não podia cuidar, ao mesmo tempo, da economia e do meio ambiente. E, no entanto, conseguimos, realizando muitas coisas no âmbito ambiental e obtendo resultados extraordinários no aspecto econômico. Eu digo a quem encontro: não coloquem a desculpa no governo federal, em relação ao qual muitos mostram preocupação. A questão é: o que você pode fazer pelo meio ambiente? E isso é muito: pensem no movimento das sufragistas pelo voto feminino, no movimento antiapartheid, no movimento indígena. É possível. Mas é preciso falar ao coração, não ao cérebro.”
Ministro dos Assuntos Internos, das Mudanças Climáticas e do Meio Ambiente de Tuvalu, Maina Talia
“Tuvalu (país insular do Pacífico, entre o Havaí e a Austrália) é o país mais em perigo do mundo. Aquilo que para outros é uma projeção futura, para nós é um presente dramático; para nós, tudo o que ultrapassa 1,5 grau de aumento da temperatura significa a diferença entre a vida e a morte.”
Leia a notícia original clicando aqui