27/05/2026
No dia 18 de maio, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, reuniram-se animadoras das Capelinas, com a equipe executiva, com presença prestimosa de Dom Odair Gonçalves dos Santos, bispo referencial do Vicariato. O propósito do encontro foi encaminhar a mobilização para a Romaria da Capelinas, que acontece no último sábado do mês de outubro, na cidade de Guaíba, e reúne os fiéis das 21 paróquias do Vicariato e peregrinos marianos de outras cidades. Durante 31 anos, a Romaria se consolidou como expressão forte da unidade do Vicariato, “não somente como um evento do Vicariato, mas quer ser um sinal profundo de comunhão, fraternidade e evangelização do Vicariato”, ressaltou o jornalista Elton Bozzeto, que colabora da animação das procissões. Também participaram do encontro as irmãs de São José, o padre referencial da Romaria, Pe. Gerson Schmidt e muitas animadoras. Este ano a 32ª Romaria terá como tema: “Fraternidade e Moradia, seguindo os passos de José e de Maria”.
História construída há mais de três décadas
Ir. Nilva Dal Belo, um dos pilares da Romaria, desde a primeira Romaria, fez um resgate da caminhada das romarias. “Cada uma conta a sua história também — de que realmente nunca foi essa longa caminhada. Dizem sempre que é as ‘irmãs que estão fazendo’. Não. Sempre foi realmente um processo. Um processo que foi se abrindo, dando espaço”. A religiosa lembrou com carinho o Papa Francisco, que trouxe esse espírito: “devemos caminhar juntos, como irmãos e irmãs. E essa ideia, pelo menos a impressão que fica, é que realmente foi esse processo que foi se construindo, colocando o tema, a primeira caminhada”. No começo, eram 80 pessoas na missa na Igreja Nossa Senhora do Livramento. Depois já se tornou pequena. A irradiação sempre maior na motivação também para se receber a visita da Mãe, por meio das Capelinhas, surgindo a ideia de uma peregrinação que foi se avolumando…
Ir. Nilva esclareceu a caminhada eclesial de todo o tempo de romaria: “Sempre tivemos nós, as irmãs também, em sintonia com o clero, com as animadoras, e isso foi crescendo. Pequenos grupos… não tínhamos sequer a imaginação disso. Nessa caminhada, Irmã Isabel assessorou muito o grupo das animadoras. Hoje são mais de 500 animadoras nas 21 paróquias do Vicariato”. Dizia às 40 pessoas reunidas que apontavam pistas para a Romaria: “Nós só temos uma certeza hoje: Deus faz caminho quando temos abertura do coração”. A experiência construída hoje se consolidou. “Quando a gente veio para o sul, como irmãs de São José, jamais imaginava que teria essa dimensão. E aqui hoje se torna um pouco referência. Eu mesma tenho recebido muitos convites e também estou indo a São José, Montenegro, Canoas e outros locais que querem saber como funcionam os diferentes grupos e como acontece essa caminhada. Eu tive a graça também de fazer Teologia Pastoral, onde minha tese foi a partir da experiência vivida aqui em Guaíba” disse a dinamizadora da Romaria.
As próprias paróquias das áreas pastorais, que pertencem hoje ao Vicariato de Guaíba, foram consolidando toda essa caminhada pastoral, não com poucos desafios, mas muito trabalho.
Animação para caminhar juntos
Foi “por amor à Igreja, à célula missionária”, que impulsionou às irmãs de São José, junto com leigos, sacerdotes e animadoras, na linha de frente desse importante evento, que nesse ano será em 23 e 24 de outubro. A Romaria, já há vários anos, não é apenas o último sábado de outubro (24). Mas, há na véspera (23 de outubro), uma caminhada noturna durante toda a noite, reunindo cerca de dois mil jovens e adultos. Uma jovem fez seu Trabalho de Conclusão sobre a Romaria de Nossa Senhora das Capelinhas, com pesquisas e entrevista.
O padre referencial da romaria no Vicariato, Pe. Gerson, coordenando a reunião PRÓ-ROMARIA, falou que a história mostra como a história das Irmãs de São José em Guaíba se confunde com essa história da Romaria. “Sem elas, talvez não teríamos essa caminhada tão bonita. Talvez com a voz embargada, ela sente às vezes que nós, da parte do clero, deixamos tudo nas costas delas ou das animadoras. E isso, se depender de mim ou do bispo, creio que neste ano caminhemos mais em conjunto, sintonizar mais os propósitos e nos unir cada vez mais. Como Dom Odair disse, isso já é uma tradição e vamos levar em frente. O que pudermos fazer para criar essa ponte entre clero, animadoras, organização e equipe executiva que anima a Romaria, nós vamos fazer. Temos tudo para caminhar firmes e fortes. Contamos sempre com as irmãs na coordenação desse trabalho. Nós, padres, podemos somar na equipe executiva, evidentemente, como já tivemos em outras reuniões, mas sentimos que essa força das irmãs que sempre levaram à frente Romaria. Talvez até com falta de apoio nosso em alguns momentos, mas nós vamos juntos retomar e redimensionar esse impulso. O Espírito Santo vai nos animando, ajudando e fortalecendo. Mesmo com dificuldades, vamos em frente. Dizia para a irmã Nilva: ‘Vamos em frente! Para trás, só Michael Jackson, da dança, e os caranguejos’. Vamos em frente!”.
O bispo referencial do Vicariato, natural do Paraná, disse que “lá no seu Estado todas as dioceses têm as capelinhas que visitam as famílias. Então, quando cheguei aqui, percebi que isso também é uma pastoral, não algo separado da caminhada da Arquidiocese. A diferença para mim foi a Romaria: um dia marcado para celebrar esse momento importante da visita da imagem de Nossa Senhora às famílias. As famílias se reúnem em nível de Vicariato para celebrar este momento bonito. Não acompanhei os outros vicariatos, mas acredito que todos também tenham as capelinhas visitando as famílias. Inclusive, no ano passado falamos que deveríamos estender mais esse convite aos outros vicariatos, porque não é um evento fechado do Vicariato de Guaíba. É também um evento da Arquidiocese. E já vêm pessoas de outros lugares, sim. Porque é um evento consolidado. A Romaria, muito bem feita e preparada, chama atenção”, disse. Contou-se que um padre, que veio do exterior, participou da Romaria e disse assim: “Meu Deus, hoje consegui experimentar a presença de Deus na fé do povo”. Também nessa história de mais de três décadas houve presença da província do México e da Itália, da congregação das Irmãs de São José.
Encaminhamentos para a 32ª Romaria
A comissão reunida decidiu, por unanimidade, que nesse ano de 2026 não haverá produção de camisetas. Houve em 2025 a sobra de mais de trezentas camisetas que serviriam para subsidiar os gastos da Romaria. Por isso, haverá nesse ano uma apresentação clara do PROJETO DA ROMARIA, incluindo o custo real de todas as atividades, buscando a geração de recursos de outras formas. “Se esse momento de evangelização é importante para o Vicariato e também para a Arquidiocese, porque não existe uma ajuda financeira para subsidiar a Romaria?”, interrogou Pe. Gerson. Na reunião do clero do Vicariato, os sacerdotes sugeriram de produzir menos camisetas ou proporcionar um artigo diferente à cada ano, economia das garrafinhas de água benta; procurar enxugar o gasto grande em folhas de cantos, abrir um canal aberto para o clero participar e opinar nas preparação, fazer uma camiseta para mais de um ano, clarear bem os valores e custos da Romaria, numa transparência das necessidades e recursos; fazer um chá ou outro evento na paroquia pra diminuir custos de transporte pras capelinhas pra Romaria.