06/04/2026
Os discípulos testemunharam a morte humilhante de Jesus na cruz. Causou neles um profundo impacto, conforme descreve o Evangelho: choro, rosto triste, medo, pavor... Declaram: “esperávamos que fosse ele que libertaria Israel”. Os discípulos tinham abraçado a causa de Jesus, estavam de acordo com os seus ensinamentos e projetavam uma mudança na sociedade. Jesus os encheu de esperança. Tinham a certeza que seguindo os seus passos e vivendo como ele, mudariam o mundo. Com a morte de cruz, aparentemente tudo havia caído por terra.
Porém, “para Deus nada é impossível”. Jesus anunciou, diversas vezes, que seria rejeitado, maltratado, morto, mas ao terceiro dia ressuscitaria. Isto é, o impossível vai acontecer. Para Deus a morte não é o fim das possibilidades, ao contrário, após ela se abre uma nova realidade, a da ressurreição e da vida eterna. Quando os discípulos se reencontraram com Jesus ressuscitado, começa um novo momento na vida deles e na história da humanidade. A mudança neles foi progressiva e, aos poucos, a angústia, o desespero, o pessimismo cedem lugar à fé e à esperança.
Os cristãos vivem de Cristo ressuscitado. Ele não decepciona, pois, a morte não o pode vencer. Abriu as portas da eternidade. A fé na ressurreição convida os cristãos a transbordar de esperança para testemunhar, de modo credível e atraente, a fé e o amor; para anunciar que o projeto de salvação de Jesus Cristo ao mundo é atual; para proclamar que a vida eterna não é ilusão, mas “âncora da alma, segura e firme” onde entrou Jesus ressuscitado como precursor.