Dedicação do Templo: Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

11/12/2025

Dedicação do Templo: Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A construção arquitetônica que nos acolhe é onde a comunidade se reúne para ouvir a palavra de Deus, rezar em comum, frequentar os sacramentos e celebrar a eucaristia. Usualmente denominados esta construção com a expressão “nossa igreja”. O edifício é para nós importante; o abençoamos e dedicamos ao Senhor com um rito solene, seguindo uma tradição antiquíssima. É que aqui há uma comunidade que se reúne frequentemente.

Se o espaço possui beleza, - e a beleza é a presença real de Deus na matéria! – os fiéis que o frequentam possuem um tesouro: o dom da fé! Nós somos os espaços que frequentamos! Estamos aqui para cantar e celebrar a ‘casa de Deus’. Este espaço não é simplesmente constituído de paredes; ele é “Alguém para nós”; é sombra do mistério da Igreja.

A construção de pedras é símbolo da Igreja viva - da comunidade que aqui se reúne. A comunidade é o edifício espiritual, construído por Deus! Os batizados/as são as “pedras vivas”!

Os fiéis reunidos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, são o belo templo de Deus, constituído de pedras vivas, onde o Pai é adorado em espírito e verdade. Esta construção de “pedras vivas” tem como único fundamento Jesus Cristo. “Vós sois santuário de Deus” (1Cor 3,17). Reunidos constituímos o ‘edifício de Deus’.

A beleza e a harmonia deste espaço, destinadas a prestar louvor a Deus, nos convida também a sermos uma ‘construção bem ordenada’, em estreita e íntima união com Jesus Cristo. O louvor que sobe aos céus seja expressão da voz humana unida aos coros dos anjos; expressão de unidade entre a igreja militante, padecente e triunfante.

Reunidos em torno da mesa da Palavra e do Corpo do Senhor nos deixamos moldar pela verdade e caridade, transformamo-nos naquele que recebemos e conformando-nos sempre mais com o modo de ser de Jesus Cristo, ele que “passou por entre nós fazendo o bem” (At 9,38) e que “fazia bem todas as coisas” (Mc 7,37).

As paredes deste espaço poderiam ser compreendidas como áreas que cercam, isolam, repelem, banem, excluem, separando do externo, do ‘eles’, dos diferentes, estranhos, estrangeiros. No entanto, são vividas como espaço que acolhe, inclui, protege; como o lugar do nós, dos semelhantes, familiares, habitantes; dos mendicantes de sentido... pois aqui se reúne uma comunidade de fé!

A celebração de hoje ressalta a importância e a dignidade do edifício material, no qual a comunidade se reúne para celebrar o louvor de Deus; mas sobretudo recorda um Mistério sempre atual: Deus quer edificar no mundo um templo espiritual, uma comunidade que o adore em espírito e verdade (cf. 4,23-4). Tal templo jamais poderá se tornar “casa de comércio” (Jo 2,16). O zelo pelo edifício material e pelo templo espiritual deve pautar nossa dedicação, investimentos, participação, decisões, celebrações.

Por isso, suplicamos que o Senhor se digne inundar esta igreja e este altar com santidade celeste, com a beleza divina: que sejam sempre lugar santo e mesa perenemente preparada para o sacrifício de Cristo.

Invoquemos a intercessão da Mãe do Perpétuo Socorro para que nos ajude, como ela, a ser “casa de Deus”, templo vivo do seu amor. Seja este templo vivo espaço de vida, acolhida, fraternidade, cura, encontro, reconciliação... Ou seja, autêntico templo vivo!



Autor:
Nelson S. Pereira

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