05/01/2026
A festa da Epifania do Senhor mostra que a intenção de Deus sempre foi e é, convidar todos os povos à fé em Cristo.
Os magos vindos do Oriente se informam para saber onde deveria nascer o Messias. Foi-lhes informado “em Belém, na Judeia...” Eles então se colocam a caminho! Já os sumos sacerdotes e os escribas que possuem a revelação, não se dispõem a realizar o necessário caminho para encontrar o Messias! Atitude pior é a de Herodes que vê no nascimento do rei dos judeus somente uma ameaça para o próprio poder, e por isso age de forma hipócrita.
Orientados pela estrela, os magos encontram o menino e sua mãe. “Cristo, sendo ainda uma criança (...), e sem poder sequer falar na terra com a língua, falou desde o Céu por meio da estrela, e mostrou, não com a voz da carne, mas com o poder da Palavra, quem era, donde viera e porque tinha vindo...” (S. Agostinho).
É profética a atitude destes estranhos visitantes! Eles “quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe” e reconheceram ele como o Filho de Deus. Eles, os pagãos, segundo S. Paulo, “são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (2ª leit.). As promessas de Deus se estendem, pois, a todas as nações. O que parecia reservado ao povo eleito, vem agora anunciado a todos, sem distinções!
A celebração da festa da Epifania do Senhor convida todos os batizados a colaborar com o projeto de salvação universal, concebido por Deus. Com a própria vida, ou seja, com o testemunho pessoal, a oração e outras iniciativas todos são missionários do Reino de Deus: “reino eterno e universal, reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz” (Prefácio da Solenidade de Cristo Rei)!