ETERNA É A SUA MISERICÓRDIA Sl 117/118 Por: Dom Juarez Albino Destro

12/04/2026

ETERNA É A SUA MISERICÓRDIA  Sl 117/118  Por:   Dom Juarez Albino Destro

“Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; eterna é a sua misericórdia”, assim recitamos na liturgia deste Domingo da Divina Misericórdia, instituído pelo papa São João Paulo II no dia da canonização de Santa Faustina. Desta mesma homilia do papa, naquele 30 de abril de 2000, podemos retirar preciosas indicações: a misericórdia, enquanto reconstrói a relação de cada um com Deus, suscita também novas relações de solidariedade fraterna entre as pessoas; Cristo nos ensina que não devemos somente receber e experimentar a misericórdia de Deus, mas também a ter misericórdia: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7); Jesus nos indicou as múltiplas vias da misericórdia, que não só perdoa os pecados, mas vai ao encontro de todas as necessidades do outro; é dos lábios de Cristo ressuscitado que nos chega o grande anúncio da misericórdia divina e confia aos apóstolos o seu ministério: “A paz esteja convosco... eu vos envio... Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,21-22); antes de pronunciar estas palavras, Jesus mostra as mãos e o lado, isto é, indica as feridas da Paixão, sobretudo a chaga do coração, fonte de onde nasce a grande onda de misericórdia que inunda a humanidade.

 

Na medida em que aprendemos o segredo da misericórdia, o quadro ideal proposto na 1ª leitura poderá se tornar realidade: “Viviam unidos e punham tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um... partiam o pão pelas casas...” (At 2,44-46). A misericórdia do coração torna-se estilo de vida, projeto de comunidade, partilha de bens. Florescem as “obras da misericórdia”, espirituais e corporais.

 



Autor:
Greice Pozzatto

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