Reflexão - Manhã de Natal

25/12/2025

Reflexão - Manhã de Natal

Natal, celebração do nascimento do filho de Maria e José; nascimento do filho amado de Deus Pai na carne. “De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça”, afirma São João. Isto significa, que de sua plenitude rebemos uma graça depois da outra.

“A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer”. De fato, toda a tradição bíblica proíbe fazer imagens de Deus. De fato, a Deus ninguém viu, e jamais verá, pois é palavra e a palavra não se vê. Ela deve ser compreendida e vivida.

A palavra feita carne nos conta quem é o Pai. A vida da palavra feita carne, isto é, de Jesus será o modo como nos apresentado o Pai e seu modo de ser. A vida do filho de Maria e José expõe, mostra, explica a verdade mais profunda do ser humano, isto é, é filho e irmão. É no Filho e nos irmãos que se comtempla aquele Pai que “ninguém jamais viu”. É na carne, na humanidade de cada um de nós que o Deus que todos nós de alguma forma buscamos imaginar, nos revela como viver: com ‘equilíbrio, justiça e piedade’.

É este modo de viver e conviver que torna belos ‘os pés de quem anuncia e prega a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação’, isto é, os pés de todos os batizados e batizadas testemunhas credíveis e exemplares da manifestação do amor de Deus Pai entre nós. Assim alcança sentido todo próprio o que pedíamos na oração inicial da missa de hoje: DAI-NOS PARTICIPAR DA DIVINDADE DO VOSSO FILHO, QUE SE DIGNOU ASSUMIR A NOSSA HUMANIDADE.

Sim, o Natal celebra algo de inaudito: há algo de Divino dentro de nosso ser humanos que jamais poderá ser destruído. É a nossa suprema dignidade: portadores e portadoras de Deus. Não estamos sós! Deus participa da nossa humanidade, da nossa história; Ele se deixou envolver pelos panos de nossa fragilidade. Por isso trocamos presentes entre nós para sempre lembrar este presente que o Pai celestial nos deu, dando-nos Jesus, seu filho amado – “a palavra que se fez carne e habitou entre nós”.



Autor:
Nelson S. Pereira

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