01/01/2026
O Concílio de Éfeso (431) proclamou Maria a ‘‘Theotókos’’, isto é, a Mãe de Deus. Isto foi motivo de grande alegria para todo o povo de Éfeso! Ao mesmo tempo, tal proclamação determinou, tanto no Oriente como no Ocidente, uma explosão de veneração para com a Mãe de Deus.
Desde os primórdios da Igreja Maria é considerada a primeira e a mais santa filha de Deus, a primeira e a mais dócil discípula de Cristo, a criatura que “pela honra devida ao Senhor, não deve nem ser mencionada quando se fala do pecado” (S. Agostinho, Natureza e Graça 36,42). Mais ainda: “Por acaso não cumpriu a vontade do Pai a Virgem Maria, que pela fé acreditou, pela fé concebeu, que foi escolhida para que dela nascesse a salvação para os homens, que foi criada por Cristo, antes que nela Cristo fosse criado? É certo que Santa Maria cumpriu a vontade do Pai e, por isso, para Maria, foi mais importante ter sido discípula de Cristo do que ter sido a Mãe de Cristo” (idem, Sermões 72 A).
O título “Mãe de Deus” aponta para a humildade de Deus. Deus quis ter uma mãe! Deus, em silêncio, torna-se presente no ventre de uma mulher. O Deus que se torna carne no seio de uma mulher é o mesmo que, depois, se torna presente no coração da matéria do mundo, na Eucaristia.
Mãe de Deus é um título eterno, irreversível, porque a encarnação do Verbo é irreversível. Por isso, “não privemos a Virgem Mãe de Deus da honra que lhe conferiu o mistério da Encarnação. Não é um absurdo, meus caros, glorificar junto com os altares de Cristo a cruz ignominiosa que o sustentou, fazendo-a resplandecer perante a Igreja, e depois não dar a honra de Mãe de Deus àquela que, em vista de tão grande benefício, acolheu a divindade?” (Acácio de Melitene, Discurso no Concílio de Éfeso).