Celebração marca abertura do ano jubilar de São Francisco na Arquidiocese de Porto Alegre

27/04/2026

Celebração marca abertura do ano jubilar de São Francisco na Arquidiocese de Porto Alegre

Celebração foi realizada no dia 25 de abril, na Catedra Metropolitana Mãe de Deus de Porto Alegre

 

Como um chamado a redescobrir a beleza de um testemunho que não se apaga com o tempo, foram abertas, oficialmente na Arquidiocese de Porto Alegre, as comemorações do Ano Jubilar Franciscano.

 

Reunindo fiéis, religiosos e religiosas, a celebração foi marcada pela alegria e pela diversidade de carismas, mas também por um profundo convite à reflexão.

 

Segundo o frade franciscano Frei Nestor Schwerz, Vigário da Paróquia São Francisco de Porto Alegre e Coordenador da Conferência Franciscana no Regional Sul 3-CNBB, o encontro representou a presença viva da espiritualidade franciscana na Igreja, em especial na Arquidiocese de Porto Alegre. “Significou também um momento de ajudar a conscientizar todos os cristãos e cristãs sobre este Ano Santo. Não se trata apenas de um Ano Santo franciscano, mas de reconhecer que temos muito a aprender com São Francisco sobre como ser cristão hoje”, afirmou.

 

O religioso destacou ainda a riqueza da assembleia, marcada pela pluralidade de vocações e experiências. “Foi uma expressão muito bonita dessa diversidade, com diferentes formas de vida, grupos, realidades pastorais e evangelizadoras, além da presença de jovens, adultos e pessoas mais idosas”, completou.

 

A atualidade de um testemunho que não se apaga

Durante a celebração, foi ressaltada a atualidade do testemunho de São Francisco, especialmente em valores como a simplicidade, a fraternidade e o cuidado com a casa comum. Para o arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Cardeal Spengler, a mensagem do santo permanece viva e necessária.

 

“Francisco continua vivo entre nós através da sua mensagem de vida, dos seus escritos, da sua espiritualidade e do seu espírito fraterno”, afirmou. Dom Jaime destacou ainda que o legado franciscano oferece inspirações concretas para os desafios atuais. “A fraternidade, o ser instrumento de paz, de justiça e de bondade no mundo, o respeito pela natureza. Em tempos em que a casa comum enfrenta situações delicadas, a orientação de Francisco continua sendo mais que necessária”, disse.

 

Para Dom Jaime, este momento reafirma a permanência de seu legado na vida da Igreja e da sociedade. Sua proposta de vida simples, fraterna e em harmonia com a criação segue como referência para cristãos de diferentes gerações, inspirando caminhos de fé e compromisso com o mundo atual.

 

A clausura que se abre para celebrar o legado franciscano

A importância da data também mobilizou comunidades contemplativas. Duas irmãs clarissas, pertencentes a um carisma de vida em clausura, participaram da celebração, ressaltando o caráter excepcional do momento. Para a irmã Francisca, a presença foi motivada pela relevância da ocasião no Estado.

 

“São Francisco é o nosso pai fundador. O que mais admiramos nele é essa simplicidade, mas também a grande obra de Deus em sua vida. É algo que nos leva a reconhecer e reverenciar essa grandeza, mesmo após 800 anos”, destacou.

 



Autor:
Greice Pozzatto

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