31/03/2026
Moradia digna e saúde são duas faces da mesma realidade que assegura condições de vida, cidadania e bem estar. A infraestrutura urbana constitui uma condição básica para que as famílias tenham moradia com dignidade. Sem a conexão com sistema de equipamentos urbanos como abastecimento de água, ruas adequadas, esgotamento sanitário, coleta de resíduos e fornecimento de energia elétrica, o ambiente de vida familiar fica afetado e as pessoas passam a habitar em moradias precárias. Essa situação contribui para a proliferação de doenças e debilidade das condições de saúde.
O tema foi abordado no evento que reuniu médicos, Comitê Gestor da RSDP, enfermeiros, dirigentes de unidades de saúde e agentes da Pastoral da Saúde da Rede de Hospitais Divina Providência, na segunda-feira, 30 de março, em Porto Alegre. A palestra do Coordenador da Dimensão da Ação Sociotransformadora da Arquidiocese de Porto Alegre, Jornalista Elton Bozzetto, destacou que as consequências da falta de acesso a equipamentos públicos e serviços como escola, rede de saúde, transporte público, assistência social e lazer garroteiam o atendimento no sistema de saúde. “É inevitável a relação da precariedade da moradia com os problemas de saúde”.
Bozzetto destacou que a Campanha da Fraternidade de 2026, no espírito quaresmal convida cada pessoa e a nação a revisar suas prioridades, porque a moradia digna é a porta de entrada de todos os direitos fundamentais, que asseguram vida digna. “Infelizmente, a mercantilização do direito de morar impede que as pessoas que necessitam moradia digna, não tem condições socioeconômicas de adquirir casa em condições de habitabilidade, reproduzindo um sistema histórico de sonegação do direito de morar com dignidade”.
A coordenadora de comunicação e marketing da instituição, Lurdes Nascimento, destacou que a rede Divina Providência de Saúde sempre trabalha a Campanha da Fraternidade, buscando ir além da reflexão. “Nossa intenção sempre é o agir e, assim, conseguir ajudar as pessoas, tanto as que são colaboradoras de nossos hospitais como as das comunidades onde estamos inseridos”. A entidade aborda as questões sanitárias, educativas e sociais como dimensões que contribuem para a saúde coletiva.