15/07/2025
O padre Édilon Rosales de Lima, presbítero da Arquidiocese de Porto Alegre e atualmente estudante em Roma, está em Atenas, na Grécia, onde participa de um programa de estudos sobre Grego Moderno e Cultura Ortodoxa. A iniciativa é promovida pela Apostoliki Diakonia do Sacro Sínodo das Igrejas da Grécia, com bolsa concedida pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos da Santa Sé.
Ao lado de cerca de 20 participantes católicos de diferentes países, padre Édilon participa diariamente de aulas de língua grega e realiza visitas a diversas Metropolias — como são chamadas as dioceses na tradição ortodoxa — com o objetivo de aprofundar o diálogo ecumênico com os cristãos orientais.
A programação inclui passagens por locais históricos fundamentais para a fé cristã, como Corinto, Tessalônica, Gálatas e Filipo, cidades destinatárias das cartas de São Paulo Apóstolo. Também está prevista a visita à Acrópole de Atenas, berço da filosofia ocidental.
A Grécia é uma terra de profunda relevância para a história da Igreja. Foi ali que o cristianismo encontrou solo fértil para se desenvolver, por meio de figuras como São Dionísio Areopagita, um dos primeiros convertidos por Paulo em Atenas, e autores patrísticos da tradição grega.
A Igreja Ortodoxa, embora separada da Igreja Católica desde o Grande Cisma do Oriente, em 1054, é reconhecida como uma verdadeira Igreja, com sucessão apostólica, sacramentos válidos e profunda tradição teológica. Desde o histórico encontro entre o Papa São Paulo VI e o Patriarca Atenágoras I, em Jerusalém, em 1964, a Igreja tem investido em iniciativas como esta, voltadas à promoção da unidade entre católicos e ortodoxos.