05/06/2025
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste 5 de junho, a reflexão sobre o cuidado com a Casa Comum ganha um significado ainda mais urgente no Rio Grande do Sul. O estado viveu, em maio de 2024, a maior tragédia climática de sua história: enchentes devastadoras que deixaram cidades submersas, vidas interrompidas e histórias despedaçadas. Em meio à dor, também brotaram gestos de solidariedade, resistência e fé.
É esse retrato humano e profundo que o documentário “Quando a Terra Chora” nos apresenta. Dirigido pelo premiado cineasta Denison Gardione, o documentário não apenas registra os acontecimentos, mas nos convida a refletir sobre suas causas e consequências — sobretudo, sobre a crise climática que afeta o planeta e exige ações concretas de todos nós.
Mais do que um documentário sobre a enchente, “Quando a Terra Chora” é um chamado à consciência. “Eu queria realizar um registro reflexivo, crítico, para a gente pensar e conseguir minimamente projetar o que poderíamos agir no futuro”, afirma Gardione. Evitando tanto o sensacionalismo da dor quanto a exaltação vazia da superação, o cineasta busca o equilíbrio para provocar o espectador a pensar: como chegamos até aqui? E como podemos evitar que isso se repita?
A produção contou com apoio da Arquidiocese de Porto Alegre, da Universidade La Salle e da Universidade de La Plata, na Argentina. E é exatamente na força coletiva — das universidades, da Igreja, das comunidades — que o documentário encontra esperança.
Neste Dia do Meio Ambiente, a obra nos lembra que cuidar da natureza é cuidar das pessoas. As mudanças climáticas não são uma ameaça distante: já estão entre nós, afetando especialmente os mais vulneráveis. Por isso, o filme também é um grito por justiça ambiental, por memória e por ação.
Como diz Gardione, Quando a Terra Chora não oferece respostas prontas — ele propõe perguntas que precisamos encarar: que mundo queremos construir a partir da dor que vivemos? E o que podemos fazer, individual e coletivamente, para transformar a crise em compromisso?
Disponível gratuitamente no YouTube, o documentário é um convite à escuta, à empatia e à responsabilidade.
Porque a Terra chora, mas ainda quer florescer. E depende de nós.